Abertura de safra de touros da Nelore Cometa reforça o compromisso com seleção genética sem abrir mão da caracterização racial

Francis Maris da Nelore Cometa combina desempenho, adaptação ao Pantanal e rigor nas avaliações morfológicas para ofertas 150 reprodutores preparados para a pecuária comercial. Os 150 melhores touros da raça vão a leilão no dia 16 de agosto

AC

Assessoria de comunicação

11 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Compartilhar
Abertura de safra de touros da Nelore Cometa reforça o compromisso com seleção genética sem abrir mão da caracterização racial

Produzir um Nelore adaptado à pecuária tropical nunca significou abrir mão do padrão racial para Francis Maris Cruz. Ao contrário. Na Nelore Cometa, a seleção parte do princípio de que um reprodutor precisa reunir desempenho produtivo, adaptação às condições do Brasil Central e características raciais que garantam sua longevidade.

Essa filosofia orienta a escolha dos 150 touros que serão ofertados no 35º Leilão Nelore Cometa, no próximo dia 16 de agosto, às 14 horas (horário de Brasília), com transmissão pelo Canal Terra Viva e leiloeira Estância Bahia.

O programa de seleção foi estruturado para responder às demandas do pecuarista principalmente no centro-oeste, norte e nordeste brasileiro, regiões onde calor, estiagens prolongadas e desafios nutricionais exigem animais férteis, adaptados e capazes de produzir resultados em sistemas predominantemente a pasto.

Essa visão foi construída dentro das próprias fazendas da Nelore Cometa, na região de Cáceres, MT, com condições de produção para identificar reprodutores capazes de manter desempenho mesmo diante das limitações impostas pelo ambiente. “O ambiente desafiador nos ajuda a revelar quais animais são realmente adaptados e funcionais para a pecuária brasileira”, afirma o titular da Nelore Cometa, Francis Maris.

Dados, tecnologia e avaliação visual caminham juntos
A seleção começa muito antes da escolha dos reprodutores que chegam ao leilão. Desde o nascimento, os animais são acompanhados por informações provenientes dos três principais programas brasileiros de melhoramento genético bovino do Brasil (ABCZ, ANCP e Geneplus), associados à genotipagem, ultrassonografia de carcaça e biotecnologias reprodutivas, como IATF e Fertilização in Vitro (FIV).

Essas ferramentas permitem aumentar a precisão das decisões e acelerar o progresso genético do rebanho, mas elas não encerram o processo, explica o zootecnista Fábio Eduardo Ferreira, consultor da ABCZ. Na etapa final, todos os touros passam por uma criteriosa avaliação visual e morfológica, conduzida para verificar características ligadas à funcionalidade, estrutura corporal, aprumos, masculinidade, capacidade produtiva e enquadramento racial.

“São touros do mais alto padrão genético e qualidade racial”, reconhece Ferreira, responsável pelo programa de melhoramento genético da Nelore Cometa. Os indicadores genéticos orientam as decisões, mas não substituem o olhar do selecionador sobre a funcionalidade e a caracterização racial dos animais.

Uma genética construída para o campo
A filosofia da Nelore Cometa parte do entendimento de que os desafios enfrentados pelos pecuaristas do Brasil Central e do Nordeste exigem muito mais do que altos índices genéticos. “Os reprodutores precisam apresentar fertilidade, rusticidade, habilidade de caminhar longas distâncias, boa estrutura de aprumos, eficiência alimentar e capacidade de responder em diferentes níveis nutricionais”, comenta Francis sobre a realidade dos clientes.

Por isso, a seleção procura identificar animais completos, preparados para trabalhar em sistemas comerciais e capazes de transmitir produtividade às próximas gerações sem perder adaptação ao ambiente tropical. É essa combinação entre dados, tecnologia, rigor morfológico e validação prática em condições reais de produção que chega ao mercado na abertura da safra da Nelore Cometa.